Pertinho de Natal: mergulho nos Parrachos de Maracajaú, o Caribe Brasileiro

Viajantes

Você sabia que Natal já foi chamada de Nova Amsterdam?

Apesar de nada se parecer com a capital holandesa, durante 21 anos, a também conhecida como cidade do Sol, foi dominada pelos invasores europeus, que decidiram dar um nome mais a seu gosto para Natal.

Este período começou lá em 1633 e uma vez que chegou ao fim, tudo voltou ao normal e a cidade voltou a se chamar Natal. Ou melhor, Cidade do Natal.

E já que estamos falando um pouquinho de história, o nome de Natal surgiu por conta do dia da fundação na cidade: 25 de dezembro de 1599.

Um dos mais famosos pontos turísticos da cidade, o Forte dos Reis Magos, foi a primeira construção e o marco inicial da capital Potiguar. Após a sua construção, um pequeno povoado começa a surgir em torno dele.

Post Parrachos de Maracajaú - Forte Reis Magos 3 - Natal

Como você pode perceber, além das belíssimas praias, Natal possui um rico museu a céu aberto. Visita imperdível para quem se interessa em aprender um pouquinho mais sobre a história do nosso país.

Post Parrachos de Maracajaú - Praia de Ponta Negra - Natal

Post Parrachos de Maracajaú - Morro do Careca - Natal

No entanto, além das muitas atrações que Natal oferece a seus visitantes, seja o Forte dos Reis Magos, a praia de Ponta Negra ou as Dunas de Genipabu, muitos outras encantos são encontrados em locais próximos. Em um raio de, no máximo, 100 quilômetros da capital.

O outro lado de Natal: passeios pertinho da capital

Post Parrachos de Maracajaú - Forte Reis Magos - Natal

O litoral do Rio Grande do Norte guarda muitas belezas e paisagens de tirar o fôlego. Então, opções de passeios para fazer cair seu queixo não irão faltar.

Especialmente para quem vai esticar a estadia na cidade por mais de dois dias, as opções próximas são bastante interessantes.

Em direção ao litoral sul, encontramos a praia da Pipa, no município de Tibau do Sul ,que certamente merece mais de um dia para conhecer (falamos disso aqui) e Barra do Cunhau, na cidade de Canguaretama.

Seguindo na direção norte, no sentido do município de Touros, temos São Miguel do Gostoso, um pequeno vilarejo que vem caindo nas graças dos turistas. Mas está longe de ser tão badalado quanto Pipa.

Também nesta direção, ficam os Parrachos de Maracajaú, que nada mais são do que piscinas naturais não muito profundas, no meio do mar. Com águas transparentes e cheias de peixinhos e outros seres marinhos.

O famoso rio Punaú também está nesta direção.

Post Parrachos de Maracajaú - Punaú - Natal

Quem quer ver águas iguais às do Caribe, mas sem precisar ir tão longe assim, o lugar é aqui.

Você pode ir tanto para Perobas, com águas mais rasinhas, onde nem é necessário fazer mergulho para ver os peixes. Em compensação não possui muita estrutura e fica um pouco mais distante de Natal.

Ou, como foi a nossa opção, você pode conhecer os Parrachos de Maracajaú, que ficam mais pertinho de Natal, e oferece melhor estrutura de apoio.

Onde fica Maracajaú

Post Parrachos de Maracajaú 2 - Natal

A praia de Maracajaú fica a aproximadamente 58 quilômetros de Natal, na cidade de Maxaranguape.

Os Parrachos de Maracajaú estão a uma distância de 7 quilômetros da praia e só são acessados por lancha ou catamarã.

A maior atração para quem viaja até aqui é fazer o mergulho nas piscinas naturais, mas a praia de Maracajaú, com águas verdes, quentes e muito calmas, não deixa nada a desejar em termos de beleza.

E é praticamente deserta!

Como ir até Maracajaú

Post Parrachos de Maracajaú 1 - Natal

Quem sai de Natal, pode chegar visitar os Parrachos de Maracajaú de três maneiras:

  • Carro: só seguir em direção ao litoral norte pela BR 101, sentido Touros. A partir de Genipabu você já encontra placas indicando Maracajaú. Duas dicas para quem vai de carro: olho na estrada, já que a BR 101 não está nas melhores condições (ainda assim melhor do que a estrada sentido litoral sul) e já reserve seu passeio antes de ir para não correr o risco de escolher um dia de maré alta ou não encontrar vaga nas embarcações.
  • Contratar um bugueiro: a maneira mais personalizada de fazer a viagem, já que você consegue combinar com o motorista pontos de parada e tempo de viagem.
  • Excursões: seja em uma van, micro-ônibus ou ônibus, essa é, em minha opinião, o melhor jeito de ir e foi nossa opção.

Mesmo que tenha a parte chata, como a menor flexibilidade de horários e ter que esperar o grupo todo para fazer qualquer atividade, essa também é a mais tranquila.

Você não precisa se preocupar em não errar o caminho, de ir em um dia que não será possível fazer o passeio e nem em agendar, já que seu hotel pode fazer isso para você. A agência responsável irá te buscar e deixar no hotel. Recomendo!

Fora que se você der sorte, pode conseguir um motorista/guia bastante simpático e que vai contando um pouco mais sobre fatos interessantes do local.

Nós fomos com a Natal Vans.

Telefone: (84) 3642-1883/(84) 99983-4076 natalvans@natalvans.com.br

Quanto custa e quando visitar Maracajaú

Post Parrachos de Maracajaú - Punaú 3- Natal

Rio Punaú e suas águas escuras

Se você optar em ir com uma excursão, além do translado até os Parrachos de Maracajaú por terra, o transporte até por mar está incluso no pacote, bem como o passeio até a Barra de Punaú, que vou falar mais para frente.

O que pode mudar um pouco o preço é a escolha do meio de transporte até os Parrachos de Maracajaú, que pode ser feito com o catamarã ou com lancha.

  • Catamarã: a viagem até os parrachos dura em torno de 40 minutos e o preço desta opção é de 110 reais se o pagamento for feito em dinheiro e 130 reais no cartão. A vantagem desse tipo de transporte nem é o preço, porque a diferença é muito pequena, mas sim a estrutura oferecida ao chegar nas piscinas. Você encontra um pequeno bar, que oferece espetinhos, salgadinhos e bebidas.
  • Lancha: com a lancha, o trecho até os parrachos será percorrido em, no máximo, 15 minutos. Além da maior rapidez da viagem, e de estar em um grupo bem menor (12 pessoas), essa é a opção ideal para quem quer mergulhar com cilindro. O preço é um pouco maior, 130 reais para pagamentos em dinheiro e 150 no cartão.

Decidido(a) a ir até os Parrachos de Maracajaú e aproveitar a beleza das águas cristalinas?

Antes de agendar seu passeio, preste atenção em algumas dicas para não cair em uma furada:

  • Se o dia estiver nublado ou chuvoso, cancele seu passeio. A beleza das águas e a facilidade para enxergar a vida marinha, só são aproveitadas em um belo dia de sol.
  • Sempre informe-se a respeito das marés. Outro fator importante para garantir o sucesso do seu mergulho, é a certeza da maré baixa. Se a maré estiver bem baixinha, e você não for desprovido(a) de altura como eu, vai conseguir até ficar de pé nas piscinas de Maracajaú. Para companhar melhor as variações da maré, acesso o site do Portal Maracajaú.

Onde o mar encontra o rio: Barra do Punaú

Post Parrachos de Maracajaú - Punaú 2 - Natal

Um opção de passeio combinado aos Parrachos de Maracajaú, é uma parada na Barra de Punaú, no município de Rio do Fogo.

A natureza oferece outro espetáculo por aqui: o encontro das águas do rio Punaú com o mar.

Você pode até mesmo ficar hospedado nessa região, se desejar. O Punaú Praia Hotel oferece hospedagem e também a estrutura para receber somente quem visita o local, contando com banheiros, restaurante e locais para descanso e contemplação.

Sem falar nas outras atividades que podem ser feitas ali, como os aero-bunda ou tirolesa, esquibunda, passeios de quadriciclo e caiaque. Essas atrações não estão inclusas no pacote que contratamos para o passeio até os Parrachos de Maracajaú.

Vale a visita mesmo se você estiver seguindo para ver os parrachos porque a distância entre os dois lugares não chega nem a 10 quilômetros.

Pode ser uma boa pausa estratégica para ir ao banheiro, comer alguma coisa e apreciar uma bela paisagem.

Não vá esperando mergulhar no rio, porque com muita boa vontade, a água cor de terra, bate no máximo no joelho.

Mas já aviso, por ser um local isolado e muito turístico, os preços não são nada camaradas. ** Sugestão:** vá até Punaú primeiro e depois para Maracajaú. Você estará no fluxo contrário de muitos outros turistas, o que ajudará na hora de mergulhar em Maracajaú sem ter tanta gente assim.

Nós chegamos assim que o restaurante abriu, em torno de 9 horas da manhã e lá ficamos por uma hora e meia, horário que vários outros ônibus e vans começam a chegar.

Mergulho nos Parrachos de Maracajaú: o Caribe brasileiro

Post Parrachos de Maracajaú 3 - Natal

O hotel em que ficamos hospedados em Natal, o lindo e sofisticado Manary, que ficou responsável por fazer nossa reserva para o passeio até os Parrachos de Maracajaú.

A van da Natal Vans nos pegou pontualmente às 7h30 da “madrugada” e lá fomos nós em direção às águas cristalinas da praia de Maracajaú. Mas não sem antes parar em todos os hotéis da Avenida Costeira para pegar o restante do pessoal : )

A viagem até Punaú, nossa primeira parada, demorou cerca de 1h30, e como já disse, foi uma ótima ideia fazer essa visita primeiro.

Mais meia hora de viagem e pronto! Chegamos no local do mergulho e pensamos: “vamos conhecer o tal Caribe brasileiro”! É…ainda não.

Não vá achando que tudo que é bom vem fácil. E neste caso não seria diferente.

Primeiro ponto de parada o Ma Noa Park, nosso ponto estratégico de pouso, é nada mais, nada menos, que um enorme parque aquático de 60 mil metros quadrados, na praia de Maracajaú.

Antes de embarcar no catamarã ou na lancha, dependendo da sua opção, você pode alugar câmeras para tirar fotos embaixo d’água, sendo o aluguel da câmera digital 50 reais e da Go Pro, 60 reais.

Voltando para a hora do embarque, você precisa saber de uma coisa: você vai se molhar!

Então vá de roupa de banho mesmo que você não tenha a intenção de fazer o mergulho (quem não for mergulhar paga quase metade do preço). E já leve seus chinelos na mão.

Faça um favor a você mesmo e deixe seu tênis ou qualquer outro tipo de calçado no hotel.

E se não quiser perder seu chapéu, boné ou afins, você tem duas opções. Não sentar na frente ou guardar.

Infelizmente, quem teimou em não fazer nem um nem outro teve que dar adeus a seu velho companheiro de viagens. Triste…

Quarenta minutos e 7 quilômetros depois, chegamos ao local do mergulho. De catamarã a única opção é o mergulho com snorkel, em águas mais rasas.

Ouça as instruções direitinho e por favor faça EXATAMENTE como o instrutor ensinar. Você não vai querer engolir litros de água salgada pelo snorkel. Não é nada legal : /

Ficamos cerca de 1h30 por lá e achamos que foi mais que suficiente. Dá tempo de mergulhar (a área da piscina que fizemos o mergulho é pequena), tirar fotos e até secar ao sol antes de voltar.

O passeio vale muito mais a pena pela simples oportunidade de conhecer um lugar tão belo quanto os parrachos de Maracajau do que por ver vida marinha que existe ali.

Os peixes, que não são bobos nem nada, sabem muito bem que não dá pra confiar muito em seres humanos e não ficam nadando para lá e para cá.

Quem quiser fazer um mergulho com cilindro, pode ter mais sorte na hora de conhecer a diversidade das espécies de animais da região.

O mergulho com cilindro é opcional, oferecido para quem optou por ir de lancha e custa 100 reais (além do valor já pago pelo passeio).

Quem não se molhou muito na ida ou preferiu não mergulhar, não vai escapar de tomar um banho de água salgada dessa vez.

Na volta, especialmente se a maré estiver subindo, na hora de descer do catamarã, não tem escapatória. Água na altura da barriga para alguns e no peito para os baixinhos.

Sorte que o sol brilha forte no Rio Grande do Norte!

E por falar em sol, invista pesado no filtro solar e não esqueça de reaplicar após o mergulho.

De volta à terra firme, no parque Ma Noa, é possível tomar uma ducha de água doce e aproveitar para almoçar.

A especialidade por lá são os frutos do mar e como não poderia deixar de ser, preços um pouquinho salgados nos pratos.

Se não estiver com fome, peça só uma porção. Os pratos lá, pelo que vimos na mesa do vizinho, são enormes e servem pelo menos 3 pessoas.

Post Parrachos de Maracajaú-Manary Hotel - Natal

Para conhecer o “Caribe brasileiro” você precisará de um dia inteiro. Nosso passeio durou, no total, mais de 10 horas!

E no final, ainda há uma parada estratégica no Shopping do Artesanato Potiguar, para quem quiser comprar alguma lembrancinha de Natal ou precisar usar os caixas eletrônicos.

Se houver alguma energia sobrando depois de um dia tão cheio, recomendamos um jantar no concorrido Restaurante Camarões, na praia de Ponta Negra. Comida boa, preço justo e atendimento de primeira.

Se não, sempre tem um serviço de quarto que pode te salvar.

Espero que tenham gostado desse lindo destino pertinho de Natal.

Até a próxima viagem!

 

Santista “naturalizada” paulistana há 10 anos, amo essa cidade de paixão. E percebi que não conheci quase nada do que ‘”Sampa” tem para oferecer e não vejo a hora de mudar esse quadro. Ao mesmo tempo quero continuar a explorar o mundo e dividir minhas experiências, dicas e opiniões aqui para quem sabe conseguir incentivar mais e mais pessoas a fazerem o mesmo.

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3 Comments

  1. Emilia Garcia 29/06/2016
  2. Sue Ellen 22/08/2017

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