Como organizar uma viagem para Europa – comece seu planejamento

O continente europeu figura no imaginário de muita gente como “destino desejo”. E muitas vezes acaba ficando só na imaginação mesmo, porque além de ser complicado de montar roteiro, é muito caro e só para quem tem muita grana, não é mesmo?

Pois bem, queremos provar exatamente o contrário para você! Sem prometer milagres, é claro! Não vamos dizer que o Euro e as outras moedas europeias estão a preço de banana, e nem que escolher quais lugares visitar é a tarefa mais fácil do mundo, mas sim dar dicas para transformar esse seu sonho em planejamento e consequentemente em realidade.

Todos sabem que é possível optar ir até  uma agência de viagem e sair de lá com roteiro pronto. Nada contra, pode ser muito mais cômodo, mas também pode acabar ficando caro, e além do mais, os passeios, hospedagem e os horários são  pré-determinados pela  operadora de turismo e sem muita personalização.

A liberdade de escolha , para nós, e para muitos viajantes , é que dá um toque especial , até de aventura,  em qualquer viagem que se faça…aí é que esta a diferença!!!

Por isso mesmo, vamos contar nossas experiências e o passo a passo de como fizemos para tirar duas Eurotrips do papel e te ajudar a montar um roteiro bem mais em conta e principalmente que tenha tudo a ver com você.

paris

O mais importante: planejamento

“Antes de qualquer ação, pesquise muito, use o Google, sites de viagem (Trip Advisor, Booking), blogs de viagens, use a internet a vontade, leia comentários de viajantes, reviews e  procure fotos”. 

Definitivamente, planejamento é a alma do negócio. De qualquer negócio! E por que não de viagens também? Com certeza é uma delícia chegar em um lugar desconhecido e sair explorando sem roteiros e horários, no esquema “deixa a vida me levar”, afinal se você quisesse um roteiro pronto e sem flexibilidade contrataria uma agência para fazer o trabalho todo para você, não é mesmo?

No entanto, existem algumas coisas que você não vai se arrepender de planejar, especialmente em uma viagem para Europa, onde as opções de lugares para conhecer são inúmeras, tudo parece muito perto e as moedas não são tão amigáveis assim com nosso bolso.

Para não correr o risco de gastar dinheiro em coisas desnecessárias ou deixar de conhecer algum lugar “imperdível” da sua lista, você pode usar esse modelo de roteiro que sempre usamos nas nossas viagens.

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Onde ir e quantos dias ficar

Na verdade, essa pode ser até a parte mais difícil do seu planejamento. Muitas vezes não queremos conhecer somente um país, mas sim uns 5 ou 6, como era nosso caso.

E se você não tem mais de 3 meses disponíveis para fazer uma viagem, nem pense nisso!Não tem nada mais cansativo e contraprodutivo do que ficar pingando de lugar em lugar, arrastando malas para lá e para cá (falo com conhecimento de causa de quem já fez essa bobagem).

Claro que a quantidade de lugares escolhidos vai depender do tempo total da viagem. Se você  tem disponibilidade, escolha o que quer muito conhecer e veja quanto tempo irá precisar.

Agora se você, como nós, tem um tempo limitado para viajar, tente fazer o caminho inverso e monte seu roteiro com base na sua disponibilidade. Veja alguns exemplos:

– 7 dias: Se você não tem mais tempo disponível do que uma semana, fique apenas em uma capital, no máximo duas, isso se você já conhece algum dos lugares que vai visitar. Ficamos 7 dias só em Paris e fizemos muita coisa, mas foi bem corrido e ainda faltou uma coisinha ou outra.

– 10 dias: ai a coisa já começa a melhorar. Dá para explorar um ou dois países (ainda de preferência um só), ficando em torno de 4 a 5 dias em alguma capital. Por exemplo, em 2013 fiz uma viagem  de 11 dias e escolhi dois países para conhecer: a Grécia e a Itália. No primeiro, fiquei 6 dias e no segundo 5 dias.

Acontece que Atenas não é muito grande nem lotada de atrações quanto Roma e por um erro de planejamento acabei ficando dias demais na capital grega sem muito o que fazer e dias de menos em Roma, chegando a perder algumas atrações que queria muito ter conhecido. O mesmo aconteceu em nossa última viagem, deixamos apenas 4 dias para Londres e muita coisa (muita mesmo) ficou de fora, o que talvez fosse resolvido com uns dois dias a mais.

Então nossa dica de ouro: nunca fiquei menos do que 4 dias em uma grande capital para não correr riscos de quase ter que riscar o Coliseu da sua lista (sério,quase fui embora de Roma sem visitá-lo!)

-15 a 20 dias: continue com no máximo dois países. Mas aqui já dá pra incluir cidadezinhas menores, que demandem dois a três dias para conhecê-las. E quem sabe incluir no seu roteiro uma viagem de carro, o que possibilita paradas quando aparecer algo de interessante no meio do caminho.

Fizemos exatamente isso na França, onde nosso roteiro consistiu em 7 dias em Paris,2 na região da Ausácia (Estrasburgo e Colmar) e 3 nos Alpes Franceses (Chamonix e Annecy). Desse jeito, fizemos um misto de muita correria e coisas para ver com dias de calmaria e descanso, o que no nosso ponto de vista ficou perfeito!

– 30 dias ou mais: esse é um sonho que ainda pretendemos realizar assim que nossa agenda de trabalho permitir. Existe a possibilidade de incluir até quatro países em uma viagem longa ou explorar muito bem dois.

Só tome cuidado para que sejam países próximos (não se engane com o mapa europeu, nem tudo é tão perto quanto parece)para otimizar seu tempo na estrada, porque garanto que por mais que as paisagens sejam lindas, ficar mais de 4 horas dentro de um trem pode não ser tão legal assim.

Estrasburgo

Quando ir

Neste item você tem que levar algumas coisas em consideração, tais como:

 – Seu perfil de viajante: se você, assim como nós, não gosta de aglomerações, prefere locais um pouco mais tranquilos,  gosta de tirar fotos sem 75.630 pessoas desconhecidas de fundo e se recusa a ficar mais de uma hora em uma fila para o que quer que seja, melhor viajar fora da temporada, ou será estresse na certa.

-O clima: não gosta de frio ou neve? Então nem pense em viajar entre os meses de dezembro e fevereiro.  Além de preferências pessoais, existem as implicações que podem vir dessa estação, como nevascas, aeroportos fechados, atrações interditadas e etc.

Mas isso não significa que você deva deixar de planejar uma viagem no inverno europeu, só precisa se certificar que o clima não atrapalhará seu humor (se você gosta de um friozinho, tá valendo) ou mesmo seus passeios . O melhor a fazer é checar se o que você quer conhecer estará aberto nessa época, já que muitos lugares fecham e só reabrem na primavera ou funcionam, mas em horários especiais.

– As cidades a serem visitadas: se no geral, nas capitais a vida é agitada o ano todo, então o risco de encontrar uma atração fechada é bem menor (mas não custa pesquisar). Agora, nas cidades menores funciona um pouco diferente. Ir a Mykonos, a badalada Ilha Grega, fora de temporada, significa encontrar ruas vazias e muitos estabelecimentos fechados. Para quem está atrás de badalação e agito, pode ser um tremendo balde de água fria.

O mesmo acontece com as rotas de vinho da Ausácia no inverno, que obviamente não é época de colheita e todos os produtores fecham suas portas, só abrindo em meses específicos do ano. Ou ainda ir para Provence fora do mês de julho na esperança de ver as florações de lavanda. Decepção na certa!

Resumindo: se quer muito fazer algo em uma cidade menor, pesquise, pesquise e pesquise mais um pouco para saber se a época é a certa.

– E quando é alta temporada na Europa? : basicamente os meses de junho a  agosto, que contemplam as férias escolares e o verão europeu. O resultado disso  é uma horda de turistas, causando inflação nos preços das passagens e  hotéis, além de claro, filas e mais filas para tudo.

A vantagem é o clima mais ameno e uma programação mais intensa nesses meses. Nada de diferente da alta temporada aqui no Brasil, que garanto você já sabe bem como é.

Quer conhecer dicas de viagens de vários outros especialistas no assunto? Veja aqui a seleção especial que fizemos dos melhores blogs de viagens do Brasil.

Como ir

Este tópico parece bem óbvio, mas se você pretende visitar mais de uma cidade, opte por uma passagem de ida e volta por destinos diferentes. Uma passagem com um único destino ás vezes pode até ser mais barata, mas é uma economia que não compensa.

Depois de escolher as cidades a serem visitadas é hora de decidir quais serão os meios de transporte mais adequados para se locomover entre elas.

– Avião: sempre parece a opção mais rápida, mas é preciso contabilizar todo o tempo gasto dentro do aeroporto com despacho de malas e check in. Além disso, a maioria dos aeroportos europeus ficam distantes dos centros das cidades, sendo necessário acrescentar ainda o tempo de deslocamento entre o aeroporto e seu hotel.

Pode ser uma boa opção até de preço, pois há cias aéreas que vendem passagens bem baratas. Mas atenção: no momento da compra fiquei atento ao limite de bagagem, pois muitas empresas permitem apenas uma mala de mão para as passagens mais baratas.

Se você quiser levar pelo menos uma mala de 23kg sem pagar por excesso de bagagem, terá que desembolsar um pouquinho a mais. Mas ainda assim, vale a pena para  viagens que demorariam mais de quatro horas de trem, como indicou o Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, neste post aqui .

-Trem: uma das maravilhas europeias na minha opinião, os trens permitem viagens rápidas e pouco “burocráticas”, já que não é preciso fazer check in, despachar malas e nem chegar na estação com horas de antecedência.

Fora que, ao contrário dos aeroportos, as estações de trem são bem centrais. Tudo que você precisa contabilizar é exatamente o tempo que levará de um ponto ao outro, nada mais. Quer coisa melhor? Se for para um bate e volta então, não tem melhor opção!

-Carro: de todos os meios de transporte, o carro é o que te dá mais liberdade. Você decide a hora que a sua viagem começa, por onde quer passar, quando quer fazer uma parada, se quer desviar da rota ou não. Aqui é você quem manda. Mas é você quem dirige e fica cansado também. O que é bom levar em consideração, especialmente se for uma viagem de muitas horas.

Foi nossa opção para percorrer o interior francês e não nos arrependemos, pois as estradas são muito boas, o trânsito flui bem e as paisagens são de tirar o fôlego. Fora que em alguns lugares só será possível chegar de carro mesmo. Importante antes verificar como são cobrados os pedágios e os tipos combustíveis disponíveis.

E lembrando também que não existem frentistas para abastecer os carros, quem faz isto é você mesmo!

-Navio: este tipo de transporte só servirá em casos bem específicos, quando se deseja percorrer o litoral, em especial as Ilhas Gregas. Ainda não fiz um cruzeiro, mas acredito que seja uma opção bem mais confortável para quem quer passear pelo litoral grego ou turco, já que as ilhas ficam muito afastadas umas das outras e a viagem de ferry boat  entre elas é longa e desgastante.

 Big Ban Londres

Qual será meu orçamento para uma viagem para Europa

Quando você compra uma pacote de viagens, sabe mais ou menos o quanto irá gastar (e normalmente é muito mais do que se organizasse sua própria viagem) e de antemão já descobre se aquele roteiro maravilhoso cabe no seu bolso.

Quando você decide ir por sua conta e risco, ou você adapta seu orçamento a sua viagem ou sua viagem a seu orçamento.

E sim, isso é possível usando o tal do planejamento que falei nesse post Por isso mesmo viajar para a Europa, ainda mais hoje em dia com o grande número de ofertas, é muito possível.

 Existem  muitos aspectos para se levar em consideração, transporte, alimentação, hospedagem, passeios e também compras.

No próximo post iremos dispor  a nossa planilha de gastos , que deve ajudar bastante em seu planejamento e também te daremos dicas de como economizar para viabilizar sua viagem. Não perca!

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Santista “naturalizada” paulistana há 10 anos, amo essa cidade de paixão. E percebi que não conheci quase nada do que ‘”Sampa” tem para oferecer e não vejo a hora de mudar esse quadro. Ao mesmo tempo quero continuar a explorar o mundo e dividir minhas experiências, dicas e opiniões aqui para quem sabe conseguir incentivar mais e mais pessoas a fazerem o mesmo.

Booking.com

Comentários

  1. V. Leal 11/05/2015

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